No contexto pentecostal clássico brasileiro, até onde sei, nunca se discutiu ou se estudou com profundidade as questões que envolvem as diferenças entre versões bíblicas tradicionais e modernas, e consequentemente sobre crítica textual.

Silêncio ou superficialidade sempre nortearam as poucas falas e linhas escritas sobre o assunto.

Foi com base nessa realidade, que as versões bíblicas modernas encontraram certo espaço em nosso meio, sempre com a alegação por parte de seus promotores da melhor “linguagem”.

O pouco conhecimento sobre esse complexo assunto faz com que afirmações do tipo “todas as versões bíblicas têm o mesmo valor” sejam proferidas.

A Assembleia de Deus, igreja onde sirvo desde a minha conversão por orientação divina, usa majoritariamente as versões bíblicas tradicionais em seus cultos, e espero, assim como muitos outros pastores, que continue.

O uso de muitas versões num culto pode promover uma “babel textual”, visto que versões bíblicas diferentes trazem geralmente significados textuais diversos, omissões, acréscimos de palavras e outros problemas.

O discurso por parte de alguns, de que a as versões bíblicas modernas têm a benção da academia (majoritariamente de teologia liberal), é mais um motivo de preocupação. Não é a academia que determina ou deveria determinar qual ou quais versões bíblicas a igreja deve usar. Cabe ao ministério local juntamente com toda a igreja a tomada dessa importante decisão, e isso com bases sólidas.

As versões bíblicas tradicionais e as versões bíblicas modernas são textualmente INCOMPATÍVEIS.

Esse é um fato constatado desde o final do século XIX por eruditos e defensores do texto tradicional, como John William Burgon (1813-1888), diante do surgimento da crítica textual moderna com os seus fundamentos e ideias pouco ortodoxos.

O livro “Manuscritos do Novo Testamento”, que escrevi de forma introdutória, é apenas o começo de muitas outras ações em defesa das versões bíblicas tradicionais e do texto grego onde as mesmas se fundamentam.

A autoridade e a doutrina da inspiração e inerrância das Escrituras, são algumas das sérias questões envolvidas.